Mensagem de Miguel Trefaut Rodrigues, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo:
Há dias fiquei atônito com o resultado da reavaliação feita pela Capes para os periódicos da área biológicas I. Não posso aceitar a ideia de que revistas tradicionais e de alta penetração e respeito internacional como “Arquivos do Museu Nacional”, “Boletim do Museu Nacional”, “Arquivos de Zoologia”, “Boletim do Museu Goeldi” e algumas revistas novas com corpo editorial de alta qualidade venham listadas com B5, ao lado de panfletos e jornalecos de divulgação feitos por amadores.
Ainda que não disponhamos de índices de impacto para avaliá-las, são veículos sérios de divulgação do conhecimento científico. Maior surpresa foi verificar que revistas de qualidade equivalente, senão pior, como a “Zootaxa”, vêm listadas como B1 por disporem de um índice de impacto.
Do mesmo modo que o número de trabalhos produzidos per se não me parece um critério justo para avaliar a produção de um pesquisador, a disponibilidade de um índice de impacto não é o único critério para avaliar a qualidade das revistas.
É preciso uma boa dose de bom senso, contextualizar sua importância na nossa realidade histórica e avaliar sua penetração na área, ainda que por critérios qualitativos, para fazê-lo. Como está, a nova tabela do Qualis, literalmente, joga no lixo parte das revistas que foram responsáveis pelo nascimento de parte da ciência do país. Parabéns pelo modo inovador que encontraram para ajudá-las!
Leia matéria sobre o novo Qualis em: http://www.jornaldaciencia.
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